sábado, 3 de janeiro de 2009

CASA SEGURA acessibilidade para idosos



Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (CE) alerta para a prevenção de quedas.

Tropeçar no tapete, bater na quina do móvel ou derrapar no piso escorregadio do banheiro são algumas da situações vivenciadas por um idoso ao transitar por um ambiente cheio de obstáculos muitos intransponíveis, pelo menos para eles. Embora segurança seja essencial para todas as faixas estárias, as pessoas da terceira idade necessitam de cuidados específicos para esse quesito.
Foi para atentar as expectativas desse público que a Sociedade Brasiliera de Ortopedia e Tramatologia SBOT desenvolveu o projeto CASA SEGURA DO IDOSO e ocupa um dos espaços da Casa Cor Ceará 2008. Segundo o presidente da SBOT, Prof. Dr. Manuel Bomfim Braga Jr., "o objetivo é alertar esse público sobre os cuidados básicos que devemos ter com nossas residências no sentido de prevenir quedas e fraturas". O próximo passo, adianta, é levar esse projeto para uma área pública, de forma a que a população de Fortaleza tenha oportunidade de coferir todos os detalhes do conceito de Casa Segura. Confira detalhes do projeto na entrevista com Dr. Manuel Bomfim, que é professor associado da disciplina de Ortopedia e Traumatologia do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Ceará.

Fale-nos sobre a alta incidência dos acidentes que acometem nossos idosos e os custos dos mesmos para os cofres públicos.
A alta incidência de fraturas, decorrentes de quedas na terceira idade, tornou-se hoje um problema de calamidade pública. Para se ter uma idéia, dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam uma curva ascendente de internação hospitalar entre os anos de 2003 e 2006. Em 2003 o governo gastou o equivalente a R$ 39.801,62, para tratar as fraturas do fêmur. Em 2006, os custos atingiram R$ 49.884,97. Ainda segundo o Ministério, em 2006 foram gastos com medicamentos por causa das internações decorrentes de fraturas R$ 20 milhões e, no total, as fraturas (decorrentes de quedas) foram responsáveis por uma despesa de R$ 70 milhões aos cofres públicos do Brasil.

Embora o ítem seurança deva ser prioridade em todo o projeto, quais detalhes precisam ser diferenciados numa residência habitada por idoso?
Uma casa segura para o idoso requer vários ambientes que devem ser adaptados, com ítens que garantam sua segurança. Embora pareçam banais, são pontos básicos. Alguns elementos devem ser abolidos: roupas muito longas, chinelos que não prendam no calcanhar, excesso de fios, móveis com quinas, tapetes (em especial aqueles muito altos). Para melhor ilustrar a Casa Segura vamos dividí-la em três compartimentos básicos. A sala deve ter as poltronas e mesa de centro enconstadas nas paredes. O mobiliário deve ter contornos arrendondados, e eliminados ítens como tapetes. O quarto precisa de boa iluminação, com interruptor de fácil acesso. Cama baixa, de tal maneira que, ao sentar-se o idoso tenha seus pés em contato com o solo, evitando possíveis tonturas. Especial atenção para o banheiro: tapete antiderrapante; duas barras de aço devem ser fixadas em cada lado do aparelho sanitário e, com outras duas, nas paredes do box, para que o idoso possa segurar-se ao entrar no chuveiro. Para aquelas pessoas que possuem alguma sequela, como AVC é aconselhável o uso de um banco de madeira ou plástico para que possam tomar banho sentados.

Diário do Nordeste, 19/10/08 - Casa Segura para idoso é destaque na Casa Cor
Giovana Sampaio - Editora

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito boa a matéria.
Aguardo mais informações sobre o tema sempre muito interessante.

Adriana disse...

Òtima matéria!!! Sou professora de matemática e Geometria, e na escola em trabalho estamos desenvolvendo um projeto cujo o tema é família, a turma da 6ª série ficou com o subtema valorização do idoso, e stou tabalhando com eles exatamente a questão da acessibilidade. Quero contruir maquetes com espaços que demosntrem a acessibilidade dos idosos. Se tiver alguma dica envie para o meu email (drika_sb@yahoo.com.br)

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